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domingo, 1 de junio de 2014

VII FORUM SOCIAL PANAMAZONICO CARTA DE MACAPÁ

Na esquina do Rio Amazonas com a Linha do Equador, no meio do mundo, os povos da Pan-Amazônia se encontraram. Escutem, agora, as nossas vozes.

Somos os guardiães da floresta e dos rios, diversos, diferentes mas com a vontade de caminhar juntos. Queremos transformar a Amazônia na terra sem males sonhada por nossos avós e para isto temos nosso coração cheio de coragem e solidariedade.

A Amazônia é o nosso território. Nossas comunidades indígenas, campesinas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais devem ter suas terras garantidas, respeitadas e protegidas contra os mega projetos predatórios, destruidores da natureza e da vida humana. Para isto é fundamental por parte de nossos países a adesão, respeito e cumprimento aos tratados internacionais que estabelecem o Direito a Consulta Prévia, Livre, Bem Informada e de Boa Fé, como o Convenção169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas da Organização das Nações Unidas.  Pelo mesmo motivo prestamos nosso incondicional apoio a criação em Quito, Equador de um Tribunal Internacional contra os Crimes cometidos contra a Natureza, como forma de proteger a Mãe Terra dos ataques destrutivos daqueles que intentam reduzir a vida no planeta a uma simples mercadoria.

Hoje particularmente nossas atenções se voltam contra a instalação de represas hidrelétricas nos nossos rios, os projetos de mineração a céu aberto, de exploração petrolífera na selva e a expansão de monoculturas que atentam contra a vida de povoações e comunidades por toda Pan-Amazônia. Para esta luta solicitamos o apoio e a solidariedade do mundo inteiro.

Decidimos também pressionar as Nações Unidas para que declarem esta década como de priorização, fortalecimento da Agricultura Familiar e democratização dos meios de produção pela sua contribuição para a Soberania e Segurança Alimentar, fundamentais para o bem viver dos povos.

A Amazônia vive um tempo de ameaças. A dominação colonial francesa da Guiana é um anacronismo inaceitável que atenta contra a liberdade e a integração de nossos povos e proclamamos nosso apoio incondicional á luta pela descolonização e independência da terra guianense. Da mesma forma nos posicionamos pela desativação imediata das bases militares estadunidenses e europeias na Pan-Amazônia e em todo continente que constituem uma afronta a independência e soberania de nossos países. 
 
Reafirmamos nosso apoio solidário ao processo revolucionário bolivariano em Venezuela que mais uma vez se defronta com tentativas de desestabilização e golpe e manifestamos nossa certeza de que na pátria de Bolívar o povo vencerá mais uma vez. Acreditamos e lutamos para que a integração continental tenha como eixo o bem estar de nossas populações e não os interesses das empresas transnacionais e grandes corporações e assim instamos a Unasul, Celac e outros organismos continentais para que revisem os projetos, como o IIRSA, cujo fundamento neoliberal é uma agressão ao direito dos povos. 
 
Da mesma forma rechaçamos a manutenção do injusto bloqueio econômico estadunidense contra a nossa irmã, Cuba. Não pode haver integração sem o direito de livre circulação de todos os cidadãos através das fronteiras nacionais. Denunciamos o tráfico de pessoas, a transformação da migração em um negócio e o trabalho escravo daí decorrente. Reafirmamos o direito inalienável de qualquer cidadão à segurança, trabalho e proteção no país onde escolheu morar.

A Amazônia vive também um momento de transformações. Com alegria verificamos o avanço da luta antipatriarcal e antirracista. Consideramos o feminismo e a luta das mulheres indígenas um caminho poderoso na construção de um mundo novo sem exploração do corpo e da vida das mulheres que devem ter todos os direitos assegurados e vivenciados. Da mesma forma saudamos a rebeldia de nossas juventudes que se lançam nas ruas para combater a ausência de políticas públicas para os jovens, o braço opressor do estado e o extermínio dos jovens negros e pobres. Lutamos para construir um tempo onde o direito à vida reine soberano sobre o planeta.

Em toda a Pan-Amazônia é hora de construir blocos e alianças onde se integrem trabalhadores dos campos e cidades, povos originais, quilombolas comunidades tradicionais, movimentos de mulheres e jovens, comunicadores, pesquisadores e acadêmicos para a defesa de nossos territórios, nossos direitos, nossas culturas, nossos saberes ancestrais e os direitos da Mãe Terra. É o momento também de avançarmos na reflexão e debate sobre o Bem Viver como paradigma alternativo que emerge desde os povos da Amazônia frente à crise sistêmica – econômica, social, energética, ambiental, ética e moral que atinge toda a humanidade.

Nossa resistência avança e vai se transformando em uma onda irresistível. Neste sentido convocamos a todos e todas para que se engajem na produção e ampla circulação de conteúdos regionais e comunitários que levem para toda Amazônia e o mundo nossas mensagens, nos contrapondo a desinformação promovida pelos oligarcas da mídia, contribuindo para a democratização e afirmação da comunicação como um direito humano.

Todos nós, homens e mulheres da Amazônia devemos nos transformar em criadores, semeadores e tecedores da Educação Popular como vivencia transdisciplinar da emancipação da vida no planeta.

A Amazônia é um céu de muitas estrelas.  Aqui, em Macapá, assumimos o compromisso de trabalhar para ampliarmos nossa constelação, incorporando ao Fórum Social Pan-Amazônico todos os movimentos e organizações que lutam em defesa de nossos territórios, nossos direitos e os da Natureza.

Este é o nosso caminho, a nossa luta e o nosso destino.

OS POVOS LIVRES DA PAN-AMAZÔNIA VENCERÃO!

Macapá, 31 de Maio de 2014

miércoles, 21 de mayo de 2014

Mafalda convierte a Quino en Príncipe

El humorista gráfico Joaquín Salvador Lavado "Quino", creador de "Mafalda", fue galardonado hoy con el Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 2014.


Mafalda convierte a Quino en Príncipe
Archivo EFE. El humorista gráfico argentino Joaquín Salvador Lavado "Quino", creador de "Mafalda".
 
Mafalda, la pequeña niña concienzuda y rebelde, preocupada por la paz en el mundo, la amante de los Beatles, que detesta la sopa y trata asuntos del alma, ha llevado hoy a su creador, Quino, a convertirse en Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades. 
 
Y es que Joaquín Salvador Lavado, "Quino", a pesar de haber creado otros muchos personajes y haber pergeñado otras historias desde que publicó su primera tira en el semanario "Esto es" en 1954, pasará a la historia por haber dado vida a esta niña de melena negra y flequillo corto, un icono universal, que nació en 1963 para quedarse a vivir en el porteño barrio de san Telmo. 
 
Mafalda, la filósofa y sabia, amiga de Susanita, Manolito, Miguelito y Felipe, nació por encargo, cuando una compañía de electrodomésticos le encargó a Quino una publicidad con un personaje que comenzará con "M", la inicial de Mansfield, aunque este proyecto nunca llegó a llevarse a cabo porque la firma fracasó. 
 
Y así, afortunadamente, esta rebelde comenzó a hacer preguntas incomodas y adultas desde que salió por primera vez en el semanario Primera Plana en 1964 y por última vez en 1973 cuando Quino dejó de crear mafalditas en la revista Siete Días, aunque de vez en cuando vuelve a dar vida a la pequeña, como por su 50 cumpleaños. 
 
Además sus historias no paran de reeditarse, se multiplican y se traducen a más de 30 idiomas. 
 
Porque Mafalda es a las letras hispanas lo que podría ser Carlitos, Snoopy y los Peanuts, creados por Charles M Schulz a Estados Unidos: ambos chicos radiografían muy bien la idiosincrasia de sus países, sus luces y sombras, con un discurso adulto y critico. 
 
"¡Sí a la democracia! ¡Si a la justicia! !Si a la libertad! ¡Si a la vida!" dice una Mafalda en una de sus miles de viñetas o "Lo malo de la gran familia humana es que todos quieren ser el padre", añade mientras también lee la definición de democracia como "Gobierno en el que el pueblo ejerce la soberanía" y se parte de risa. 
 
Viñetas, bocadillos que expresan el pensamiento de Quino y que que relevan la preocupación del dibujante por los Derechos Humanos, la justicia o la igualdad, y que envuelven con su humor irónico y negro. 
 
Algo que heredó, según dice él mismo, del carácter trágico y el humor negro de Andalucía, tierra de donde procedían los padres de este dibujante universal nacido en Mendoza, Argentina, en 1932. 
 
Creador multipremiado, el argentino es uno de los grandes artistas que hacen editoriales, que crean opinión; uno de los grandes cuentistas, muy critico con la realidad a través de sus personajes, muchos de ellos amorosos pero también capaces de despertar la sonrisa más amarga.
 
"Dibujo para que el mundo vaya para el lado de los buenos, el de los Beatles, el de John Lennon...", ha dicho en muchas ocasiones este dibujante que después de Mafalda no ha tenido un personaje fijo. 
 
Desentrañar el lado trágico de la vida desde el humor es la labor del padre de Mafalda, quien al igual que la pequeña vestida con su traje de lunares y su lazo rojo en el pelo, tiene claro que los males del mundo son "la ambición de poder y el dinero".
 

viernes, 9 de mayo de 2014

Walter Mignolo: Pensar como sudaca

Walter Mignolo. / Foto: Pablo Nogueira  

Con Walter Mignolo, teórico de la cultura periférica y la colonialidad. 

Walter Mignolo estuvo en Montevideo por primera vez entre el 25 y el 28 de abril. Durante el fin de semana participó en el coloquio “Erótica de la dominación. Gamas del acto”, organizado por la École Lacanienne de Psychanalyse de Montevideo. El lunes dio una conferencia en la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, en la que explicó el concepto de decolonialidad, a salón lleno. Estudió semiótica en la École des Hautes Études de París y cuando se doctoró en 1974 se instaló en Estados Unidos. Allí inició su carrera docente en la Universidad de Michigan, y actualmente ejerce en Duke. En 1995 publicó The Darker Side of the Renaissance (El lado más oscuro del Renacimiento), cuya edición en español se está preparando en Colombia. Con ese libro Mignolo cerró una etapa de su trabajo en el marco de los estudios literarios, la semiótica y el análisis del discurso. Mientras el libro se editaba Mignolo conoció la obra de Aníbal Quijano, Gloria Anzaldúa y Enrique Dussel, y a partir de esos tres pilares construyó su pensamiento en torno a la matriz colonial del poder, la colonialidad, el pensamiento fronterizo y la geopolítica del conocimiento.

-Empecemos por un breve racconto de tu trayectoria.

-Nací y crecí en un pequeño pueblo de la pampa gringa, al sur de la Provincia de Córdoba, casi en el límite con Santa Fe, que se llama Corral de Bustos. Ahí, por cuestiones extrañas, empecé a leer a Kafka y a Camus, y dije: “Voy a estudiar filosofía”. Terminé el secundario y fui a estudiar filosofía a Córdoba. En 1962 o 1963 empecé la carrera de Filosofía y Letras. Estaba el grupo Pasado y Presente, con José Aricó, Oscar del Barco y Héctor Schmucler. Y estaba Luis J Prieto, un semiólogo. Todo eso fue muy importante en mi formación. Había mucha correspondencia con Francia; la gente iba y venía, traía libros, leíamos a Derrida, a Foucault. Me entusiasmé con la semiótica y me fui a estudiar con Roland Barthes en 1969. Porque pasó algo: en 1966 llegó Onganía, entonces todos nuestros profesores se fueron y nos dijeron: “Chicos, terminen la carrera y rájense”. Yo me lo tomé en serio: obedecí a mis maestros. Terminé la carrera, me gané una beca y me fui tres meses después del Cordobazo y un mes después de que mataran a [Augusto Timoteo] Vandor. Muchos años después entendí lo que eso significaba. En ese momento me preguntaba: “¿Qué está pasando?”. Hice la tesis en la École des Hautes Études y en 1974 me fui a Estados Unidos. Me invitaron del Departamento de Español y Portugués de la Universidad de Indiana para dar cursos. Y me quedé, me casé, tuve hijos. Cuando llegué a Francia me di cuenta de que era un sudaca; no podía ser europeo, tal como yo pensaba que iba a ser cuando me fui a estudiar. Y cuando llegué a Estados Unidos fui hispanic. Por una serie de cosas empecé a estudiar el período y la literatura colonial. Me fui dando cuenta de la conexión que había entre lo que me estaba pasando a mí y a otra gente, y la historia colonial. Entonces empecé a abandonar la semiótica y a investigar la cuestión del colonialismo.

-Al mismo tiempo, te corrías de la literatura y te interesabas por otros lenguajes, te apartabas de la palabra escrita y empezaban a interesarte los mapas y otras formas de la escritura.

-Pasaron dos cosas. Una es que yo venía de la semiótica y la teoría literaria, y quería responder a la pregunta de Jakobson: ¿qué es lo que hace de un mensaje verbal una obra literaria?, pero esa pregunta no se podía responder si solamente te basabas en textos que ya habían sido considerados literarios. Entonces me hice otra pregunta: ¿qué es lo que hace de un relato verbal una obra historiográfica del Renacimiento o una obra historiográfica indiana? En ese momento era bastante foucaultiano, de la Arqueología del saber y El orden del discurso. Eso me llevó a otras maneras de contar la historia que no eran la escritura alfabética: a los códices, las escrituras mayas, la escritura azteca. Me empecé a salir del dominio de la letra, para entrar en otros sistemas de escritura. En 1994, con una colega sacamos un libro que se llamaba Escribir sin palabras [con Elizabeth Hill Boone. Writing Without Words: Alternative Literacies in Mesoamerica and the Andes]. En ese proceso me di cuenta de que lo que pasaba con la escritura pasaba también con los mapas y con la historia; me di cuenta de que hacía falta un concepto, que se hablaba de economía, de política, de cultura, pero no se hablaba de semiosis colonial, entonces lo creé para entender precisamente esa interacción entre distintas cosmologías, pero al mismo tiempo con el diferencial del poder, ya que una cosmología estaba supeditada a otra. Entonces El lado más oscuro del Renacimiento es la letra, la historiografía, pero también el espacio, la memoria; ya hablo de otras formas de organizar la memoria, incluido el relato oral. Salía de la tradición grecolatina.

-¿Y eso te llevó a ver las bases del proyecto colonial?

-Estaba totalmente metido en la colonización, pero la colonización del lenguaje, de la memoria, del espacio. Me encuentro con [Aníbal] Quijano, que introduce el concepto de colonialidad, y me doy cuenta de que el colonialismo son distintas manifestaciones y momentos históricos, pero tienen una misma lógica: el colonialismo hispánico, portugués, danés, y podemos seguir hasta hoy pero nos paramos ahí... Empecé a investigar, inspirado por Quijano, la analítica de la colonialidad, que es paralela a la analítica del inconsciente o a la analítica de la plusvalía, con la diferencia de que este concepto no surge en Europa sino en el Tercer Mundo, porque en Europa es muy difícil de ver la colonialidad. Quijano se convierte en una columna de lo que voy a empezar a hacer después de El lado más oscuro del Renacimiento, porque el libro salió en 1995 pero ya lo había entregado en 1993. Otro pilar es [Enrique] Dussel, filósofo de la liberación; sabía de él, pero nos fuimos acercando ya en estos años. De él tomo el concepto de transmodernidad: Europa cree que la modernidad es una cosa que ella hizo, pero no lo podría haber hecho sin la conquista del resto del mundo. A eso él le llama transmodernidad, es parte de la analítica pero también es el mundo futuro, es decir, ya el mundo futuro no puede ser dirigido por Europa y Estados Unidos. El tercer pilar es la escritora chicana Gloria Anzaldúa, que introduce el concepto de frontera. Ella dice: “La frontera se refiere a la frontera de México con Estados Unidos; son 3.000 kilómetros donde el Tercer Mundo se frota con el Primer Mundo y sangra”. Ella lo dice como chicana, pero también como lesbiana, o sea que también plantea la cuestión de las fronteras sexuales.

-¿Qué había en esos tres autores y en otros, como WEB du Bois, con su “doble conciencia del esclavo”? ¿Qué era lo que estabas buscando?

-Eso a lo que le llamo el paradigma otro en Historias locales [Se refiere a Local Histories/Global Designs: Coloniality, Subaltern Knowledges, and Border Thinking (2000)]. Eso también es un proceso. El primer capítulo de la Filosofía de la liberación, de Dussel se llama “Geopolítica y filosofía”. Él plantea que “no es lo mismo pensar en Chiapas que pensar en París”. De ahí va surgiendo el concepto de “geopolítica del conocimiento”. El conocimiento no es universal, la historia de Europa es local, pero se ha globalizado por el imperialismo. Me empiezo a encontrar como intelectual del Tercer Mundo y a entender mi malestar.

-¿Malestar respecto del lugar donde estabas?

-Exacto. Malestar en el sentido de que cuando yo me fui a estudiar a Francia creía que ya estaba, pero me doy cuenta de lo que significa ser un sudaca, un intelectual del Tercer Mundo. Tiene muchas dimensiones. También el concepto de colonialidad me lo reafirma. Como dice Quijano: “Es urgente que nos desenganchemos del eurocentrismo”, y el eurocentrismo no es una cuestión geográfica sino epistemológica, es un control del conocimiento. Te vas sintiendo más en las márgenes. Después descubro a Anzaldúa y me doy cuenta de lo que significa el borde. Nosotros, como intelectuales del Tercer Mundo, estamos en el borde entre el Tercer Mundo y el Primer Mundo, entre América del Sur y Europa. Ya no es “estudiar el borde”, sino habitar el borde y pensar en el borde. Una de mis polémicas con [Néstor] García Canclini es que él estudia el borde desde la antropología, y la antropología sigue donde estaba, en el territorio. Aquí viene el vuelco que le damos a la geografía de la razón: ya no es una cuestión sujeto/objeto, el sujeto cognoscente, el objeto conocido, sino que todos estamos metidos en la matriz colonial de poder, entonces la analítica es una analítica que me incluye, es decir, donde yo me veo, me encuentro y desde donde oriento mi actividad.

-¿Qué lugar tiene Frantz Fanon, entre otros? Vos has ido incorporando a más intelectuales “de la periferia”...

-Totalmente. Una de las ramas de mi investigación es cómo responden a la interferencia europea los distintos pensadores de distintas partes del mundo. Todo esto era la cuestión indígena. Como rioplatenses le habíamos prestado poca atención a lo afro, pero, ya en Estados Unidos, el Caribe se nos viene encima, entonces vienen [Aimé] Césaire, Fanon, [Édouard] Glissant y otros pensadores afrocaribeños. Empiezo a hacer la diferencia entre qué significa pensar decolonialmente como un blanco sudamericano o mestizo, como el caso de Quijano, y qué es lo que significa pensar como un negro, como un chicano, como un indígena. Esto para limitarnos a América. Pero después empecé a pensar qué dijeron los musulmanes, y encuentro a Mohammed Abed al-Jabri, Ali Shar'iati y Adbelkhebir Khatibi en el mundo árabe-musulmán. Me meto con los africanos: Amílcar Cabral, Steve Biko. También están Ashis Nandy y Vandana Shiva en India. En China, Sun Yat-sen, que hizo la revolución en 1912 y empezó la república; era un gran pensador. Y algunos de la nueva izquierda, como Wang Hui. En Singapur está Syed Farid Alatas; me interesa mucho porque es sociólogo pero dice: “Tenemos que conocer a Weber y a Marx, pero los problemas nuestros están parcialmente relacionados y necesitamos partir de nuestros pensadores: José Rizal en Filipinas, Ibn Jaldún en Túnez, Said Nursi en el sultanato otomano”. Lo que tenemos en común es que a todos nos tocó Europa, pero a todos nos tocó en distintos momentos, de distintas maneras, en distintas fases; una cosa era España, otra Inglaterra, otra Francia, otra Estados Unidos. Además, las memorias locales eran totalmente distintas. Yo trabajo una memoria en particular, cercana a la indígena, a la afro, a la latina, y ahí establecemos un diálogo.

-¿De ese diálogo surge la decolonialidad como concepto?

-Te lo digo en dos puntos. Uno es que la descolonización, todavía no la decolonialidad, consistía en que los indígenas de Asia y África echaran a los colonizadores y se quedaran ellos con el Estado. Eso pasó en Argelia, en India: echaron al imperialista pero se quedaron con todas las estructuras mentales y burocráticas del Estado y la economía. Vinieron la corrupción y todos esos fracasos. A partir de Fanon, y sobre todo cuando Quijano introduce el concepto de colonialidad, nos damos cuenta de que en este momento la decolonialidad no es tomar el Estado, sino un proceso de descolonización del conocimiento. Esto lo dice Quijano de una manera muy clara: “Es urgente desconectarnos del eurocentrismo”, y "desconectarnos del eurocentrismo" se fue transformando en desconectarnos de la matriz colonial de poder. Esto no se puede hacer de una sola vez en un solo lugar, porque la matriz son muchas esferas. Bueno, nosotros lo analizamos así, ellos no lo analizan así; nosotros vemos cómo en distintas partes del mundo la gente está haciendo un montón de cosas para desligarse del control del género, la sexualidad, la economía, la política, el arte, la estética. Entonces, primer momento: descolonización, apoderarse del Estado; segundo momento: decolonialidad, un proyecto de analítica de la matriz, que lleva a la formación de la sociedad política global.

-¿Qué es esa matriz de poder colonial?

-Cuando decimos colonialidad es un shorthand, una manera de decir “matriz colonial de poder”. Es una estructura conceptual, política, ética, de gestión de todas las esferas de lo social, que se forma no en Europa sino en los primeros siglos de la colonización. Se forma porque los europeos, en ese momento cristianos, fundamentalmente castellanos y portugueses, se encuentran con algo que no tenían en sus mapas, se dan cuenta de que es una tremenda riqueza y tienen que organizar todo esto. La matriz colonial de control y de gestión va acompañada de un discurso que justifica la explotación, el genocidio. Ésa es la base. Podemos decir que tiene cuatro esferas: la económica; la política: la autoridad; la subjetiva: género, sexualidad, racismo; la epistemológica: conocimiento; y la esfera que hoy llamamos "de la naturaleza", que podemos decir que es parte del control de la economía y la política. Todas están interrelacionadas. Esto se forma de una manera en el siglo XVI y XVII, pero cuando los ingleses y los franceses toman el control y ya no son teólogos sino seculares, la van modificando de acuerdo a sus intereses. Cuando Estados Unidos lo toma, lo modifica, pero se puede ver la lógica; así como Freud ve la lógica del inconsciente o Marx ve la lógica del capital, nosotros estamos analizando la lógica de la matriz.

-Vos hablabas de la Matrix, que no podemos salir de la Matrix...

-Estamos en Matrix. Nos gobierna todavía, pero hay una diferencia: ya no la controla Occidente. Entonces los BRICS [Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica] están disputando el control. China pudo ser lo que es porque no obedeció a Occidente; si hubiera obedecido estaría como América Latina, sería Tercer Mundo. La manifestación más evidente de la disputa por la matriz colonial de poder es Rusia en Ucrania. Esa disputa crea un montón de los problemas que se están dando hoy. Entonces la decolonialidad aquí ya no es una cuestión del Estado, la decolonialidad es una cuestión de la sociedad política global, que se está armando con proyectos que le exigen al Estado pero al mismo tiempo se van por otro lado, porque saben que el Estado no puede resolver estos problemas, que el Estado va a ser siempre control. El Estado está en la matriz; el Estado secular, burgués, europeo, del siglo XIX.

-¿Con qué lenguaje combatimos esa colonialidad?

-La primera operación es desvirtuar ese lenguaje de la matriz, lo que nosotros llamamos "la retórica de la modernidad", que es la cara visible. Otra de las tareas es hacer intervenir otras categorías de pensamiento, de sentimiento, de saberes, de otras lenguas, culturas que nos ayuden en los procesos de descolonización. No se trata de volver a la autenticidad aimara o china; nadie quiere volver a los orígenes. Lo que se está haciendo es reinvestir esas categorías como sumak kawsay [buen vivir], que es un ejemplo de una categoría usada por los indígenas y por los blancos que están cuestionando el desarrollo y la democracia como formas legítimas del progreso y del bienestar. En China hay una gran discusión sobre el confucionismo constitucional; el mismo tipo de discusión. Dicen: “Nosotros, democracia como la de Occidente, ni pensar. Tenemos que rearticular las categorías de Confucio en este momento en relación con las organizaciones sociales existentes; tenemos que adaptarlas”. El tercer proceso de descolonización es el hacer; pensar es un hacer, pero, por ejemplo, lo que hace el zapatismo, que es un pensamiento que va acompañado de un hacer: los caracoles, la escuelita, las primeras organizaciones zapatistas que enfrenta el Estado.

-¿La operación es también leer decolonialmente?

-Leer decolonialmente a Fanon es continuar, 60 años después, lo que él no vio. También tenemos que leer decolonialmente a Kant. Un filósofo nigeriano, Émmanuel Chukwudi Eze, escribió un artículo que se llama “El color de la razón”, en el que sostiene que no hay que empezar a leer a Kant desde la Crítica de la razón pura sino desde los textos racistas, de su antropología, su geografía, sus observaciones sobre lo bello y lo sublime. Sobre este racismo fundamental y fundamentalista se construyó la Crítica de la razón pura, por eso “el color de la razón”. No es que no haya que leer o releer a los europeos; hay que leerlos decolonialmente.
Alejandro Gortázar

miércoles, 9 de abril de 2014

Hacia una Internet Justa y Equitativa para todos y todas


ALAI AMLATINA, 09/04/2014.- [La Coalición por una Internet Justa y Equitativa (Coalición Just Net) se constituyó en una reunión de sociedad civil realizada en Nueva Delhi, India, en febrero de 2014. La integran varias decenas de organizaciones e individuos de las diferentes regiones del mundo, preocupadas por la gobernanza de Internet, los derechos humanos y la justicia social, así como la relación entre ellos. Una de sus primeras acciones fue presentar un documento con propuestas ante la próxima reunión NetMundial (São Paulo, 23-24 de abril), convocada por la presidenta Dilma Rousseff con un carácter multisectorial, para elaborar principios universales (no vinculantes) de gobernanza de Internet. A continuación presentamos este documento, que constituirá la base de la plataforma de principios fundantes de la Coalición, en proceso de elaboración].

Coalición Just Net

Internet se ha convertido en una infraestructura social de vital importancia que tiene un profundo impacto en nuestras sociedades. Somos todos ciudadanos y ciudadanas de un mundo mediado por Internet, ya seamos la minoría que lo utiliza o la mayoría que no lo hace. Internet debe contribuir al avance de los derechos humanos y la justicia social. La gobernanza de Internet debe ser verdaderamente democrática.

Con Internet, se están reorganizando las instituciones públicas, en particular las relacionadas con la gobernanza, el bienestar, la salud y la educación, así como sectores clave como los medios de comunicación, las comunicaciones, el transporte y las finanzas. Se ha transformado la forma en que hacemos muchas cosas, mas los beneficios prometidos para todo el mundo no se han realizado de manera adecuada. Por lo contrario: somos testigos de la vigilancia masiva, del abuso de los datos personales y su uso como medio de control social y político, de la monopolización, mercantilización y monetización de la información y el conocimiento; de flujos inequitativos de las finanzas entre países pobres y ricos, y de la erosión de la diversidad cultural. Muchas decisiones técnicas, supuestamente "neutrales", en la práctica han fomentado la injusticia social, puesto que las arquitecturas tecnológicas, desarrolladas a menudo para promover intereses creados, determinan cada vez más las relaciones y los procesos sociales, económicos, culturales y políticos.

Las oportunidades para que las mayorías puedan participar en los beneficios reales de Internet y materializar plenamente su enorme potencial, se frustran debido al creciente control de Internet por quienes tienen poder: las grandes corporaciones y algunos gobiernos nacionales. Ellos usan sus posiciones centrales de influencia para consolidar el poder y establecer un nuevo régimen global de control y explotación; y bajo el pretexto de favorecer la liberalización, en realidad refuerzan el dominio y la rentabilidad de las grandes empresas en detrimento del interés público, e imponen la posición predominante de ciertos intereses nacionales en detrimento de los intereses y bienestar globales.

El orden existente de gobernanza global de Internet es inadecuado. Carece de democracia; se caracteriza por la ausencia de legitimidad, de rendición de cuentas y transparencia; por una excesiva influencia de las corporaciones que se traduce en subordinar las instancias regulatorias; y da muy pocas oportunidades para la participación efectiva de las personas, especialmente de los países en desarrollo. Esta situación sólo puede remediarse a través de cambios fundamentales en los mecanismos actuales de gobernanza.

La gobernanza de Internet debe partir del entendimiento de que la interconectividad solo podrá estar al servicio de los derechos humanos y la justicia social, en la medida en que favorezca y apoye el poder distribuido, sobre todo hacia las bases, pero también atravesando las distintas brechas digitales -sociales, económicas, políticas-. Por lo tanto, para garantizar que Internet no conduzca, en la práctica, a una mayor centralización del poder, se requiere de intervenciones apropiadas en todos los niveles de gobernanza de Internet. La construcción de un marco eficaz para lograr estos objetivos es el mayor reto hoy en día en términos de la gobernanza global de Internet.

En este espíritu, planteamos los siguientes principios. Estos deben ser la base del desarrollo de una Internet que contribuya al avance en todo el mundo de los derechos humanos y la justicia social, y de la reconfiguración de la gobernanza de Internet hacia un espacio auténticamente democrático.


El Internet como Bien Común Global para los Derechos Humanos y la Justicia Social


1. Internet es un medio social clave y, en aspectos cruciales, un bien común global: es un sitio para el intercambio de conocimiento e información globales, un espacio para la libre expresión y asociación, un medio para la deliberación y la participación democrática, un canal para la entrega de servicios sociales y públicos esenciales, y un andamio para nuevos modelos de actividad económica. Por lo tanto, todas las personas del mundo, incluyendo las que no están conectadas actualmente a Internet, deben tener la posibilidad de dar forma colaborativamente a la evolución de Internet a través de procesos apropiados de gobernanza que sean transparentes, democráticos y participativos.

2. Internet debe ser utilizada sólo para fines pacíficos y esto debe ser reconocido por los Estados en un instrumento vinculante y ejecutable.

3. La economía de Internet, al igual que otras áreas de la economía global, debe ser objeto de una recaudación y distribución justa y equitativa de los ingresos fiscales en todo el mundo, reconociendo que la concentración del comercio electrónico internacional basado en el Norte global es una amenaza para los ingresos fiscales del Sur global.

4. Internet debe mantenerse como un espacio público. Cuando surge una divergencia entre la utilidad de Internet para fines de interés público y los intereses particulares de servicios en Internet o de empresas de tecnología, el interés público debe primar, y el servicio debe estar sometido a la regulación como un servicio público.

5. La neutralidad de la Red, y otra formas similares de ‘neutralidad de plataformas' en las capas superiores de Internet, deben garantizarse con el fin de preservar la diversidad en línea y para evitar los monopolios, ya sea en el contenido o en la prestación de servicios públicos esenciales, en las arquitecturas tanto móviles, como de redes fijas.

6. Para una Internet abierta y descentralizada se requiere la aplicación estricta de estándares abiertos y públicos. Los estándares abiertos permiten la implementación en forma totalmente interoperable por cualquier persona en cualquier tipo de software, incluyendo el Software Libre y de Código Abierto (SLCA). La tendencia a la privatización de los estándares digitales debe frenarse y se deben introducir medidas para garantizar que las normas sean de propiedad pública, y de libre acceso y aplicación.

7. La arquitectura de la computación en la nube debe mejorar la funcionalidad y la eficiencia digital, sin reducir el control y opciones del usuario. También debería permitir a los usuarios tener protecciones legales adecuadas, ya sea a través de las jurisdicciones nacionales o acuerdos internacionales efectivos.

8. Las funcionalidades y servicios básicos o esenciales de Internet, como el correo electrónico, servicios de búsqueda en la web y las plataformas de redes sociales, deben estar a disposición de todas las personas como bienes públicos.

9. Las personas deben ser capaces de disfrutar todos sus derechos y prerrogativas como ciudadanos/as, incluso si eligen no acceder a Internet. El acceso y uso de Internet no debería convertirse en un requisito para el acceso a los servicios públicos.

10. Se debe alentar y fomentar la propiedad comunitaria y sin fines de lucro de la infraestructura, las aplicaciones, los servicios y los contenidos, incluyendo mediante el acceso al financiamiento público y otros medios.

11. El derecho de acceso y de contribuir al desarrollo de Internet, incluyendo su contenido, en particular por parte de los sectores marginados y/o minoritarios, es esencial para el mantenimiento de la diversidad cultural y lingüística y debe ser garantizado mediante la discriminación positiva y la acción afirmativa.

12. Los datos personales y sociales deben pertenecer al individuo o al grupo social respectivo. Se deben establecer marcos de políticas públicas para hacer efectivo ese control y propiedad de los datos digitales.

Un marco de derechos para la gobernanza verdaderamente democrática de Internet

13. Internet debe ser gobernada bajo el reconocimiento de que, en aspectos cruciales, constituye un bien común global. Por consiguiente, todas las capas de la arquitectura de Internet deben estar diseñadas para prevenir la concentración de poder y el control centralizado.

14. Todas las personas tienen el derecho a la libertad de expresión en línea. Cualquier restricción, por motivo de preocupaciones de seguridad o de otro tipo, debe ser para fines estrictamente definidos y de acuerdo con los principios aceptados mundialmente de necesidad, proporcionalidad y supervisión judicial.

15. Todas las personas deben tener el derecho de usar Internet libres de vigilancia masiva. Cualquier vigilancia, por motivo de preocupaciones de seguridad o de otro tipo, debe ser para fines estrictamente definidos y de acuerdo con los principios aceptados mundialmente de necesidad, proporcionalidad y supervisión judicial.

16. A nivel mundial, existe un grave déficit democrático en la gobernanza de Internet. Es urgente establecer plataformas y mecanismos adecuados para la gobernanza global de Internet, que sean democráticos y participativos. Éstos deben estar anclados al sistema de las Naciones Unidas, e incluir disposiciones explícitas para diseñar y habilitar métodos innovadores para la participación continua y profunda de los actores no gubernamentales en los procesos de formulación de políticas. Los actores no gubernamentales participantes deben, a su vez, estar sujetos a requisitos adecuados de transparencia, en particular respecto a sus fuentes de financiamiento, su membresía y sus procesos de toma de decisiones.

17. El derecho a elaborar políticas públicas relacionadas con Internet debe estar únicamente en manos de quienes representan legítimamente y directamente a los pueblos. Si bien existe una necesidad urgente de profundizar la democracia a través de métodos innovadores de democracia participativa, éstos no deben incluir -en nombre de modelo de “múltiples interesados” (multi-stakeholder)- nuevos tipos de poder político formal de los intereses corporativos o particulares.

18. Los sistemas de gobernanza deben basarse en el reconocimiento de que Internet tiene un impacto en la sociedad que la comunidad técnica de Internet, con su singular enfoque en las cuestiones técnicas, no tiene la suficiente legitimidad para determinar.

19. Las leyes de un país o un grupo de países no pueden controlar ni constituir estructuras internacionales de gobernanza técnica ni de política pública. La gestión de los recursos fundamentales de Internet debe ser internacionalizada. Por lo mismo, el control actual por los EE.UU. de la DNS / zona raíz debe ser reemplazado por una nueva institución transparente, responsable y representativa internacionalmente, a cargo de la supervisión de las funciones fundamentales de administración de los recursos de Internet.

20. Cada país debe tener el derecho a conectarse a Internet. Ningún país puede tener la capacidad unilateral de desconectar a otro país o región de Internet.

21. Los derechos de los individuos y los Estados deben ser articulados y protegidos en lo que concierne a Internet, entre otros mediante la creación de mecanismos de aplicación adecuados. Tales mecanismos son necesarios, tanto a nivel nacional como internacional, y deben incluir mecanismos de resolución de conflictos.

Marzo de 2014.

- Coalición Just Net: Coalición por una Internet justa y equitativa

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sábado, 1 de marzo de 2014

Calentamiento global causará pérdidas por 1,45 billones de dólares

Tokio, 28 feb (PL) La cifra de 1,45 billones de dólares (un millón de millones y 450 mil millones más) perderá la economía mundial por el calentamiento global, según un informe de la ONU adelantado hoy por el periódico japonés Yomiuri Shimbun. El reporte del máximo organismo internacional que se presentará de manera oficial el próximo mes, se basa en los análisis de un grupo denominado Panel Intergubernamental sobre el Cambio Climático (IPCC, siglas en inglés), integrado por varios ganadores del premio Nobel.

De acuerdo con ese pronóstico, cada década se producirá un decrecimiento de dos y más por ciento en las cosechas, mientras que la demanda de alimentos crecerá hasta 14 por ciento en lo que queda del siglo XXI.

Los investigadores estuvieron reunidos durante cinco días en esta capital como parte de los estudios que comenzaron en 2007 mediante los cuales vaticinaron que de seguir el calentamiento por donde va, a finales de la centuria, como mínimo, habrá un incremento de 2,5 grados Celsius en la temperatura de La Tierra.

Otra de las predicciones de los científicos incluye la pérdida de tierra, a causa del aumento del nivel del mar. Con ese motivo, millones de personas emigrarán hacia territorios más altos. Los lugares más amenazados son el Este, el Sur y el Sudeste de Asia.

El reporte de la ONU que se conocerá durante una reunión prevista del 25 al 29 de marzo en Yokohama, Japón, orientará sus sesiones a un llamamiento para reducir la vulnerabilidad ecológica ocasionada por el fenómeno derivado de la mano del hombre.

La jefe del tema climatológico en el máximo organismo internacional, Christiana Figueres, indicó que el pronóstico del IPCC constituye una alerta para el mundo con el objetivo de sacudirlo y acordar, antes de 2015, acciones previsoras contra el anunciado desastre.

ro/arc

sábado, 28 de septiembre de 2013

Por una justicia medioambiental mundial

Ilustración del artículoEl metabolismo social de la economía mundial y la competencia por los recursos, cada vez más intensos, ejercen una presión sin parangón sobre el medio ambiente y las comunidades vulnerables. Esta tendencia no tiene visos de cambiar, por lo que cabe la posibilidad de que aumenten los conflictos motivados por el choque entre la escasez de recursos y la protección medioambiental.

Las organizaciones en favor de la justicia medioambiental son grupos sociales dedicados a intermediar entre comunidades, países y empresas cuando se producen conflictos relacionados con la extracción de recursos o la eliminación de residuos. Su labor resulta fundamental a la hora de dirigir la atención hacia el hecho de que la seguridad medioambiental es un derecho humano básico.

Sin embargo, a menudo carecen de los recursos necesarios para resultar completamente efectivas. El proyecto financiado con fondos europeos EJOLT («Environmental Justice Organisations, Liabilities and Trade») se puso en marcha en 2011 con la intención de realizar un estudio sobre conflictos medioambientales de todo el planeta y prestar apoyo a organizaciones y comunidades que luchan por la justicia medioambiental.

Su coordinador, Joan Martínez Alier, perteneciente al Instituto de Ciencia y Tecnologías Ambientales de la Universidad Autónoma de Barcelona (España), afirmó que estos objetivos son más sencillos de alcanzar si se fomenta la colaboración en materia de vigilancia de la salud medioambiental, estrategias jurídicas y evaluación de servicios medioambientales.

«En términos académicos, este proyecto está logrando progresos en el campo de la ecología política estadística», explicó Alier. «En términos sociales, aumenta el perfil de los conflictos medioambientales. La justicia medioambiental es una fuerza trascendental hacia una mayor sostenibilidad económica mundial».

El equipo al cargo confía en capacitar a las organizaciones y las comunidades a las que apoya para que estas puedan reivindicar y defender sus derechos en mejores condiciones. Según Alier, las comunidades vulnerables suelen padecer una parte desproporcionada de las desventajas de la contaminación y los daños al medio ambiente generados por la cadena de producción al completo, desde la extracción hasta la eliminación pasando por el procesamiento.

Aquellos más afectados son los sectores marginados de la población como los pobres, las mujeres, las minorías y los indígenas que dependen de forma mucho más directa de los recursos naturales para su subsistencia.

Leah Temper, la vicecoordinadora de EJOLT, añadió: «A menudo, estas comunidades, como los grupos de indígenas o los campesinos, hacen un aprovechamiento sostenible de la economía. Los conflictos surgen cuando la industria trata de apropiarse de recursos medioambientales de este tipo de comunidades y se genera desposesión y contaminación. Estos conflictos son cada vez más frecuentes en las «fronteras de las mercancías», lugares remotos pero que poseen los últimos ecosistemas puros del planeta».

El equipo del proyecto ya ha logrado progresos notables. Los dos primeros años de investigación de EJOLT han dado lugar, tal y como estaba planteado, a ocho informes de relevancia. En ellos se trata sobre combustibles fósiles, conflictos sobre minería y sobre el impacto de las plantaciones industriales de árboles.

Los artífices del proyecto redactaron recomendaciones en torno a los medios jurídicos que organizaciones y comunidades podrían emplear para obtener compensaciones por daños medioambientales.

Actualmente trabajan en la preparación de un inventario de conflictos medioambientales en todo el mundo en el que figuran dos mil emplazamientos. El primer mapa a completar trata sobre los conflictos medioambientales en Turquía. Un periódico de gran tirada nacional se hizo eco de su trabajo tras las manifestaciones recientes contra el plan gubernamental de demolición del parque Gezi de Estambul (Turquía). El segundo y tercer mapa reflejan la situación en Ecuador y Colombia.

El proyecto difunde sus resultados en Internet y ha producido varios documentales sobre justicia medioambiental en los que se han tratado temas como los derechos de aquellos dedicados al reciclaje urbano y la resistencia de los indígenas a la extracción de petróleo y uranio.

Su objetivo es facilitar el acceso a la justicia medioambiental y a otros conceptos relacionados como la deuda ecológica y el intercambio ecológicamente desigual.

«EJOLT confía en desbaratar lo que denominados la ceguera consumidora», explicó Temper. «Al repostar en la gasolinera no se plantea uno si el combustible procede de comunidades contaminadas en el Delta del Níger o de una catástrofe medioambiental como la que suponen las areniscas bituminosas de Canadá. Nuestra intención es por tanto hacer más patente el metabolismo de la sociedad y poner de relieve los conflictos relacionados que se producen al otro extremo del consumo».

EJOLT estará en marcha hasta 2015 y en él participan veintitrés organizaciones académicas, gabinetes estratégicos y grupos de activistas involucrados en la justicia medioambiental. Este proyecto recibió de la UE una financiación de 3,7 millones de euros.
Para más información, consulte:

EJOLT
http://www.ejolt.org/

Ficha informativa del proyecto
http://cordis.europa.eu/projects/rcn/98856_es.html
DOCUMENTOS RELACIONADOS: 34283, 35885
Categoría: Proyectos
Fuente: EJOLT
Documento de Referencia: Basado en una entrevista a Joan Martínez Alier, coordinador del proyecto EJOLT, y a Leah Temper, vicecoordinadora d

viernes, 23 de agosto de 2013

Christian Felber: "El neoliberalismo socava los valores básicos de la democracia"

El actual sistema económico mundial viola directamente los valores democráticos básicos, según afirmó Christian Felber, el ideólogo del proyecto de la Economía del Bien Común.
El profesor de Economía de la Universidad de Viena explicó que eso se debe a que el neoliberalismo "está mal programado y fomenta valores opuestos" a los que figuran en las constituciones. 

El economista austriaco aseveró que dado que el beneficio económico es el fin que impulsa a las empresas en vez de ser un medio de la actividad económica, la economía mundial está sumergida en sobornos, fraude y corrupción.  
Mientras el pueblo no defina las reglas tendremos una dictadura financiera y una injusticia social tan profunda que corremos el peligro de una guerra civil

Como objetivos de la Economía del Bien Común, Felber propone "la dignidad humana, la ecología, el reparto justo y el respeto a la democracia y al medio ambiente". 

El economista criticó a la Organización Mundial del Comercio, a la que tachó de ser una institución "de las más antidemocráticas que puede haber". 

En su proyecto de economía sostenible, alternativa tanto a la economía del mercado como a la planificada, Felber promociona nuevas reglas del juego que potencien un "comercio justo internacional". 

"Mientras el pueblo no defina las reglas tendremos una dictadura financiera y una injusticia social tan profunda que corremos el peligro de una guerra civil", dijo Felber citado por el diario 'Público'. 

Para el experto austriaco es necesario que el pueblo pueda "escribir su constitución, empezando por su parte económica y monetaria". 

Nacido hace dos años y medio, el proyecto de la Economía del Bien Común actualmente es apoyado por más de 1.300 empresas en 22 países.     

martes, 13 de agosto de 2013

Cambio climático: 2020 será demasiado tarde


Gerardo Honty

ALAI AMLATINA, 13/08/2013.- La Agencia Internacional de la Energía (AIE) publicó un reporte especial sobre el futuro del clima y las negociaciones internacionales con un llamado de atención urgido a los gobiernos: el año 2020 será demasiado tarde para tomar decisiones(1). A juicio de la agencia algunas medidas deben ser adoptadas antes de esa fecha si se quiere “mantener vivo el objetivo de 2° C” y el sector energía debe reducir sus emisiones a partir de ahora a una tasa de 5% anual.

Evitar el cambio climático peligroso implica mantener un nivel de concentración de gases de efecto invernadero por debajo de las 450 ppm que asegure un aumento de la temperatura media del planeta no superior a los 2° C. Esta es la meta que se trazó la Convención de Cambio climático en 2009.

La última ronda de negociaciones de la Convención de Cambio Climático (Doha, diciembre de 2012) estableció una nueva hoja de ruta –Doha Climate Gateway- estableciendo el año 2015 como fecha límite para alcanzar una serie de acuerdos que entrarán en vigor en el año 2020. Pero lo que viene a alertar este informe es que esa es una fecha demasiado retrasada para asegurar el mantenimiento de la estabilidad climática en virtud de las emisiones que se habrán acumulado hasta entonces.

El sector energía es responsable por el 80% de las emisiones globales y se espera que para el año 2020 estas alcancen un nivel de 4 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e) por encima de la trayectoria consistente con el objetivo de los 2° C. Para lograr esta meta es necesario que las emisiones alcancen su “pico” en 2020 y luego comiencen a declinar vigorosamente. Con las emisiones creciendo constantemente y un acuerdo que recién comience a implementarse en esa fecha, esto resultará imposible.

Las medidas

En virtud de ello la agencia propone 4 medidas urgentes a ser aplicadas con el fin de “comprar un tiempo precioso mientras las negociaciones continúan”. La primera de ellas es la adopción de medidas específicas de eficiencia energética, lo cual podría aportar la mitad de las reducciones necesarias. Una segunda propuesta es limitar la construcción y uso de las plantas de generación de electricidad a carbón (21% de las reducciones). La tercera medida es minimizar la fuga de metano proveniente de las actividades de explotación gasífera y petrolera (18% de las reducciones). Y finalmente, acelerar el desmantelamiento de los subsidios al consumo de combustibles fósiles que en 2011 alcanzaron 523 mil millones de dólares.

El documento recuerda que para tener un 50% de posibilidades de no sobrepasar el objetivo de los 2° C, el total de emisiones posible hasta durante la primera mitad de este siglo es de 1440 GtCO2e. De este “presupuesto de carbono” 420 Gt ya han sido emitidas entre 2000 y 2011 y otras 136 Gt serán emitidas de sectores no energéticos (agricultura, deforestación, etc.) hasta 2050. Esto deja un máximo posible de emisiones de 884 Gt del sector energía para esa fecha, para lo cual es necesaria una reducción de las emisiones del sector a una tasa de 5% anual.

El gas natural en cuestión

El gas natural ha aparecido en los últimos años como un sustituto menos contaminante del carbón lo que ha llevado a un desarrollo importante de su exploración y explotación, particularmente en el llamado gas “no convencional” (“shale” y “tight” gas).

El gas natural es alentado por presentar menores emisiones de carbono por unidad de energía consumida. Sin embargo esta misma condición hace que en términos absolutos las emisiones aumenten (una especie de “paradoja de Jevons” climática). En 2012 las emisiones globales del CO2 del sector energía aumentaron en 400 Mt respecto al año 2011 (1,4%). Este aumento responde al incremento del uso del gas natural (2,7%), petróleo (1,1%) y carbón (0,6%). Si se analiza la responsabilidad de cada uno de estos fósiles en el aumento global de emisiones energéticas vemos que un 44% corresponde al gas natural, 44% al carbón y 12% al petróleo.

Las termoeléctricas de ciclo combinado a gas, producen la mitad de las emisiones por kWh que aquellas a base de carbón. Pero parte de esta ganancia se pierde por las emisiones furtivas de metano derivados de la producción y distribución de gas natural. Solo un tercio de las reducciones necesarias pueden lograrse por el cambio de carbón a gas en el sector eléctrico lo que está indicando que el cambio del combustible no es la opción más apropiada.

El sentido de la urgencia

Estas medidas que la AIE propone son las que encuentra económicamente viables en el contexto actual. No significa ninguna amenaza para el crecimiento económico ni alentará una recesión planetaria. No son medidas de fondo, son paliativas. Pero más allá de que sus propuestas sean las más apropiadas o no, lo que debe llamar la atención es su mensaje central: no se puede esperar por las negociaciones de la Convención de Cambio Climático. Estas llegarán muy tarde.

Los gobiernos de cada uno de los países del mundo, pero sobre todo aquellos que presentan matrices energéticas más contaminantes, deberían tomarse un poco en serio la advertencia y no posponer decisiones a la espera del 2020. Para ese entonces, las medidas a tomar serán mucho más costosas y quizá el cambio climático ya sea una realidad irreversible.

1) Redrawing the energy-climate map. World Energy Outlook Special Report. OECD/IEA, 2013

- Gerardo Honty es analista en energía y cambio climático del CLAES (Centro Latino Americano de Ecología Social)

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jueves, 6 de junio de 2013

Arranca la VI Conferencia Internacional de La Vía Campesina en Yakarta

Del 6 al 13 de junio, en Yakarta, Indonesia, se realiza la VI Conferencia Internacional de la Vía Campesina, que coincide con la celebración del 20o aniversario de la organización.

Los eventos arrancaron hoy con la IV Asamblea Internacional de Mujeres de la Vía Campesina (6 y 7 de junio).
 
IV Asamblea Internacional de Mujeres para construir el feminismo campesino y popular

Con el grito “¡Vivan las mujeres campesinas! ¡Somos las madres de la soberanía alimentaria!” ha dado comienzo la IV Asamblea de Mujeres de La Vía Campesina. La memoria de María do Fetal, quien falleció el año pasado como víctima de la violencia, ha sido retomada en esta Asamblea donde también se afirmará la importancia de acabar con la violencia hacia las mujeres del campo y de la ciudad.

Hoy se ha iniciado una jornada de debate, en la que se han reunido más de 300 campesinas de todos los rincones del planeta, y en la que se ha analizado el contexto de la crisis y el capitalismo y sus consecuencias para las mujeres.

Tras las conferencias de la India en el año 2000, de Brasil en el 2004 y de Mozambique en 2008, el encuentro en Indonesia se centrará en el patriarcado, el feminismo y la construcción de un feminismo campesino y popular, que reconozca la diversidad de las mujeres que forman parte de La Vía Campesina. Hoy se inician dos días de debate profundo sobre sus luchas, sus retos y sus aspiraciones, bajo el lema “¡Sembradoras de luchas y esperanza, por el feminismo y la soberanía alimentaria!”….  …Siga leyendo….

 


Se Inaugura IV Asamblea Internacional de Mujeres de la Vía Campesina


Con la consigna “Sembradoras de luchas y esperanzas, por el feminismo y soberanía alimentaria” fue inaugurada la IV Asamblea Internacional de mujeres de la Vía Campesina.

Yakarta Indonesia es la sede donde mujeres de la Vía Campesina provenientes de los continentes de Asía, África, América y Europa, se hacen presentes para ratificar su lucha y resistencia por la madre tierra, y la no violencia hacia las mujeres; participantes quienes a través de sus culturas, idiomas, hacen evidente su lucha contra el capitalismo y el patriarcado que por generaciones ha marcado de forma negativa  la vida de miles de mujeres.

Diferentes culturas, pueblos, idiomas y el colorido que identifica el lugar sede de la IV Asamblea Internacional de Mujeres se hizo evidente al ser inaugurada la Asamblea que con un saludo oficial de representantes campesinas de Yakarta Indonesia se dio la bienvenida a las delegadas de los diferentes continentes…  …Siga leyendo….


Creando y ocupando los espacios a los que tenemos derecho: Mujeres de La Vía Campesina


El 20 aniversario de La Vía Campesina es un momento de orgullo para celebrar muchas cosas importantes. Se trata de una oportunidad para reflexionar sobre algunas de las muchas luchas, victorias, campañas, éxitos, pérdidas, alegrías y penas que hemos tenido de manera mundial, en nuestras regiones, en nuestros países, en nuestras organizaciones, nuestros barrios y en nuestras propias vidas.

A lo largo de las dos décadas que conforman su historia, La Vía Campesina se ha convertido en unos de los movimientos más dinámicos, amplios e importantes del mundo, abarcando una diversidad sin precedentes a la vez que luchamos de manera solidaria por la soberanía alimentaria, la justicia social y política y la protección de la tierra y la vida.

Las mujeres hemos sido participantes y dirigentes claves en La Vía Campesina. De hecho, el papel de la mujer en La Vía Campesina forma parte de lo que hace que este movimiento sea único tanto en la historia de los movimientos campesinos como entre otros movimientos sociales y organizaciones internacionales….   Siga leyendo en PDF

(Artículo de Nettie Wiebe del libro abierto de LVC: "20 Años de Luchas y de Esperanza")


Video: Sigan la IV Asamblea de Mujeres en VíaCampesina TV

viernes, 24 de mayo de 2013

Los commodities, comer insectos, el hambre y cinco millones de niños pobres

APe
Agencia de Noticias de Niñez y
Adital
Por Silvana Melo




Ya tiene los dedos adiestrados en la separación de la basura. Una selección que no hace el que llena bolsas de sobras de alimentos, vidrios y pilas agotadas. Sabe cómo pescar algo útil y cómo reconocer algo medianamente comestible. En la bolsa de al lado, el perro le sacó ventaja: encontró un valioso trozo de carne cocida. Silbando bajito, puso la cola entre las patas y dobló la esquina con el asado en la boca.

Con el destino de andar recogiendo bocados para la mesa del día, no tiene tiempo ni ocasión de enterarse de que hay en el país entre 2.200.000 y 11.000.000 de pobres, según los mida el Indec o la Universidad Católica Argentina. Para él las cosas están claras: en la panadería un kilo de felipes vale 15 pesos. En la vereda, con suerte, puede disputar con el palomerío algunos bizcochos con grasa de la semana pasada.

Casi dos millones de personas suelen tener hambre sin alimento a mano. Cuatro de cada diez chicos y adolescentes viven en la pobreza en la Argentina. Son casi 5 millones. 800.000 (9,5%) son indigentes. Tienen hambre o comen muy mal. Están subnutridos, panzones de harina, flacos de hierro, descalcificados y se mueren de muertes que se pueden evitar. Y esta vez sí son números de la UCA. Para el Indec el hambre está erradicado, como el desempleo en el Chaco o la pobreza en La Rioja.

Por eso será que en capital y el conurbano se tiran 670 toneladas de alimentos reutilizables. O el hambre se acabó y en lugar de tirar manteca al techo se desechan 1.675.000 platos de comida (La Nación sacó las cuentas) o la factoría de la inequidad logró su producto más sofisticado y perfecto: el 5% de la población con hambre y en el Ceamse, toneladas de comida volcadas al relleno sanitario para deleite de gaviotas y gusanos. Pocas veces ha sido tan contundente y exitosa una alegoría de la injusticia.

La Institución de Ingenieros Mecánicos de Londres asegura que la mitad de los 4.000 millones de toneladas de alimentos que se producen anualmente en el globo no llegan a consumirse nunca. Mientras casi mil millones de personas dispersas en África, Asia y América Latina sufren hambre y mueren de enfermedades parientes del hambre, hay varios centenares de millones indigestados que tiran la mitad del plato a la basura. En el Reino Unido, 3 de cada 10 hortalizas ni siquiera se cosechan porque su estética no responde a lo que comprará el consumidor en la feria. Zanahoria torcida, queda en la tierra.

En la Argentina las frutas y verduras se venden antes de cosecharse. Los excedentes suelen ser cargas molestas para productores que no tienen camiones ni combustible ni posibilidad de distribuir ni dinero para cámaras frigoríficas. Entonces las tiran a los costados de los caminos. Como los manzaneros tiran las manzanas para protestar porque se las pagan centavos. O los tamberos derraman la leche para quejarse de que Mastellone es un faraón a costa de su miseria.
Suelen enumerarse decenas de razones. Una ley de 2004, sobre responsabilidad civil, deja sin respaldo a los empresarios que donan. Un intoxicado, un juicio. Es preferible la basura. Los hipermercados tiran en el Ceamse toneladas de yogures por defectos de envoltorio, envase, fecha de vencimiento próxima. En la base de la caída miles de privilegiados que lograron superar barreras policiales, peajes, punteros y espaldas grandes en la estampida, se llevarán lo que puedan abarcar en brazos y bolsas. Lo comerán o lo venderán para zafar del día.

Los restaurantes hacen comida de más, los productos poco exitosos en el mercado, los estacionales y los excedentes también tienen destino en los rellenos sanitarios. Se explica buenamente desde las razones culturales, productivas y burocráticas. Pero no es más que lentejuela en el barro. Hay una configuración sistémica que determina quién come y quién no. Quién pasa hambre y quién no. Quién habitará el cielo y quién el infierno.

Quiénes se salvarán y quiénes no.

Por eso la Organización de las Naciones Unidas (ONU) y su brigada antihambre, la FAO, decidieron que lo mejor para que los pobres no se mueran de hambre tan descaradamente es que coman insectos. De hecho, en unos cuantos países de África, Asia y América latina los desesperados del mundo ya se alimentan de chinches, hormigas, abejas y avispas; langostas y grillos; piojos y mariposas. Todos con "un alto valor nutritivo”. Y "contienen tantas proteínas como la carne o el pescado”. En África central, en Camerún, Mozambique, los dos Congos y Zambia –dice el informe casi orgullosamente- la gente practica la entomofagia: es decir, come miles de toneladas de gusanos por año porque no tienen acceso a la carne ni al pescado ni a un postre de crema y chocolate que abre la puertita de la felicidad a la lengua y al alma.

A quién le importa el sabor de las carnes tiernas, el color del azafrán, el disfrute del perfume de un durazno o la jalea de frutillas en el pan del día. Si comer chinches nutre, ése será el plato. Quien rechace piojos y grillos, no será un hambriento. El suizo Jean Ziegler, desde el estómago mismo de la ONU, decide que "vivimos un orden caníbal del mundo. El mercado alimentario está controlado por una decena de sociedades multinacionales inmensamente poderosas. Controlan el 85% del maíz, arroz, aceite y fijan su precio”. Entonces "estos amos del mundo deciden a diario quién va a morir de hambre y quién va a vivir”.

Para alimentar a 12 mil millones de personas produce la agricultura del globo. De los siete mil millones de habitantes, mil millones pasan hambre. Para alimentar a 400 millones de personas produce la tierra en la Argentina. Casi cinco millones de sus chicos son pobres. Un bebé de un año y medio muerto el martes en La Rioja por desnutrición aguda es un niño asesinado por el capitalismo financiero. El argentino y el mundial.

Asesinado por un golpe de soja. Por un balazo de commodities en la bolsa.

viernes, 19 de abril de 2013

Argentina: Movimiento indígena en Jujuy

Piden la titularización de tierras y objetan la reforma del Código Civil.

Movimiento indígena en Jujuy
Movimiento indígena en Jujuy

 El Coaj, en el marco de la semana de los pueblos indígenas americanos, destacó el crecimiento del movimiento en Jujuy y los nuevos retos que enfrenta. Además expresó su adhesión y apoyo a la protesta de este lunes en demanda de titularización de las tierras indígenas y precisó las objeciones al anteproyecto de reforma del Código Civil.

El Consejo de Organizaciones Aborígenes de Jujuy -a través de su coordinadora general Natalia Sarapura- a propósito de la semana de los pueblos aborígenes americanos destacó el proceso autogestivo y de crecimiento que ha registrado el movimiento indígena de Jujuy, a lo largo de las tres últimas décadas. Y apuntó los desafíos pendientes para garantizar el efectivo cumplimiento de los derechos indígenas.

La coordinadora general del Coaj Natalia Sarapura, en primer término valoró el fortalecimiento de las comunidades, de sus liderazgos y, en particular, destacó la iniciativa para conducir procesos destinados a hacer efectivos los derechos que les han sido reconocidos a los pueblos indígenas en la Constitución Nacional y en los instrumentos internacionales.

Sarapura recordó el largo camino que han recorrido estos pueblos en la recuperación de sus territorios, un proceso que aún no ha concluido y que exige mayor determinación política para regularizar la situación dominial de las comunidades.

En este contexto, la líder indígena anunció que el Coaj acompañará la protesta que las comunidades de los pueblos kolla y quechua realizarán este lunes en esta Capital.
Entonces exigirán la entrega inmediata de los títulos comunitarios; la reglamentación inmediata de la ley de eximición de impuesto inmobiliario para tierras indígenas, la condonación de las deudas que puedan existir sobre los títulos comunitarios, y la prórroga de la Ley 26.160 que suspende los desalojos de comunidades indígenas.

Diversidad y regionalizacion

Natalia Sarapura puso de relieve la diversidad de actores que exhibe el movimiento indígena, lo que interpretó como una evidencia del proceso de empoderamiento de sus líderes y enfatizó también la capacidad técnica y política de las organizaciones indígenas.

Además resaltó el desarrollo de los procesos regionales y la configuración de espacios intercomunitarios, como el caso de Red Kolla del Departamento de Yavi, el ámbito de reconstitución del Pueblo Quechua de las comunidades del Departamento de Santa Catalina y la experiencia que llevan adelante el Pueblo Ocloya y los avances de las estructuras de trabajo para el diálogo entre el Estado y los pueblos originarios como el Consejo de Participación Indígena (CPI).

Observó la líder que “no obstante los avances que registra la causa indígena, existen todavía enormes desafíos para garantizar una sociedad multiétnica y pluricultural”.

jueves, 28 de marzo de 2013

Difunden el primer mapa de la contaminación mundial

Agencias

Difunden el primer mapa de la contaminación mundialLas zonas de verde más oscuro son las más contaminadas. (Internet)

Ciudades en Irán, India, Paquistán y la capital de Mongolia están entre las más contaminadas del planeta, mientras que las de Estados Unidos y Canadá están entre las mejores, según datos del primer mapa mundial de la contaminación difundido por la Organización Mundial de la Salud.

Ahvaz, en el suroeste de Irán, recibió la “distinción” de tener el nivel más alto de partículas suspendidas en la atmósfera menores de 10 micrómetros o micras, que al ser tan pequeñas pueden penetrar profundamente en los pulmones, pasar a la sangre y dañar muchos sistemas orgánicos.

Ahvaz es una ciudad altamente industrializada, conocida por sus campos petroleros. En el otro extremo de la lista está Whitehorse, la capital de la provincia canadiense de Yukon, la ciudad con el aire más limpio.

La OMS publicó el mapa para subrayar la necesidad de reducir la contaminación del aire, la cual se calcula que ocasiona anualmente 1.300.000 muertes prematuras.

El organismo mundial señaló que las inversiones que se hagan para disminuir los niveles de contaminación se amortizan rápidamente gracias a la disminución de las tasas de enfermedades y, por consiguiente, ocasionan menos costos de atención médica.

La lista, basada en datos reportados por los países en los últimos años, midió los niveles de partículas suspendidas en la atmósfera que midan menos de 10 micras -llamadas PM10- en casi 1.100 ciudades. La OMS recomienda un límite máximo de 20 microgramos de PM10, las cuales pueden ocasionar problemas respiratorios graves a humanos. Se trata mayormente de partículas de dióxido de azufre y dióxido de nitrógeno de centrales eléctricas, tubos de escape de automóviles y la industria.

El promedio anual de PM10 de la iraní Ahvaz fue de 372 microgramos por m3. La industria pesada y la baja calidad del combustible para vehículos son las principales causas de la contaminación del aire en esa ciudad de 1.300.000 habitantes ubicada en el desierto.

El estudio también encontró que Ulan Bator, capital de Mongolia, tenía un promedio anual de densidad de PM10 de 279 microgramos por m3, seguida de otra ciudad del oeste iraní, Sanandaj, con 254 microgramos.

El organismo mundial de salud señaló que difieren las razones por las que existen niveles de contaminación altos, pero indicó que frecuentemente la culpa se debe a la rápida industrialización y el uso de combustibles de baja calidad en el transporte y la generación de electricidad.

En el otro extremo de la lista están ciudades estadounidenses y canadienses, las cuales se benefician de una menor densidad de población, climas favorables y regulaciones más estrictas en materia de contaminación del aire.

Whitehorse, capital del territorio Yukon en el noroeste de Canadá, tuvo un promedio anual de sólo tres microgramos de PM10 por m3, mientras que Santa Fe, Nuevo México (EEUU), midió seis microgramos. Por su parte, Washington, la capital estadounidense, tuvo un nivel de 18 microgramos. Tokio registró 23 microgramos y París tuvo 38 microgramos de PM10 por m3.

En cuanto a los países, Mongolia y Bostwana tienen 10 veces los niveles contaminantes permitidos por la OMS (20 microgramos por metro cúbico). Les siguen Egipto, Bangladesh, Bosnia-Herzegovina, India, Kuwait, Nepal, Nigeria, Paquistán, Arabia Saudí, Senegal, Emiratos Árabes e Irán.

En Europa, los países que presentan más polución son España, Francia, Alemania y Dinamarca. En América Latina, Perú, Bolivia y Venezuela.

Fuente: http://www.losandes.com.ar/notas/2011/9/28/difunden-primer-mapa-contaminacion-mundial-596539.asp

jueves, 21 de marzo de 2013

ECUADOR: Surge la partida de nacimiento de la criminalización de la portesta social

Mañana nos toca pagar la condena en la carcel por defender el agua, se firma la partida de defunción del derecho a la resisitrencia y surge la partida de nacimiento de la criminalización de la portesta social con la ejecución de la sentencia. Nos cuesta creer, es duro afrontar, no les deseo a nadie loq ue esta sucediendo, más por mis pequeñas wawas que quedaron si su madre y mi compañera verito; intento llenar el enorme vacio y ahora las wawas, la familia y la gran familia defensoras del agua se preocupan, lloran, indignan... en fin por el agua todo sin el agua nada, preferible la carcel que quedarnos con sed, por el agua podemos hablar, sanar, mirar, llorar, vivir por ello resistimos, todo por la yakumamita para nosotros y nuetsros hijos y los hijos de ellos, al fin somos agua del agua venimos al agua devenimos... un fratreno abrazo
adj un cortometraje de las luchas



carlos perez guartambel
UNAGUA-FOA-ECUARUNARI-CONAIE
593-99111965 593-72828003
Cuenca de Guapondelig-Ecuador

jueves, 14 de marzo de 2013

Venezuela: La deuda de la Revolución Bolivariana con el pueblo Yukpa y Bari


- El fallecimiento del ex presidente Hugo Chávez y los homenajes que se le tributan no deben hacer olvidar la deuda histórica que tiene el Estado de Venezuela con las demandas territoriales del pueblo Yukpa y Bari, cuyo líder Sabino Romero, fue asesinado brutalmente el 3 de marzo de 2013 por sicarios que representan intereses de diversos sectores que ocupan sus territorios ancestrales.

Por Sybila Tabra y Jorge Agurto

Servindi, 14 de marzo, 2013.- El pueblo Yukpa habita en la serranía de Perijá, a ambos lados de la frontera tanto de Venezuela (Estado Zulia) como de Colombia (Departamento César). El antiguo territorio de los yukpa se extendía desde el valle del río César hasta el lago de Maracaibo.

Durante el siglo XX el pueblo Yukpa y Bari sufrieron el despojo de su territorio por parte de los ganaderos, la minería industrial y la actividad petrolera legalizada y legitimada por el estado venezolano.

Actualmente el pueblo Yupka sigue siendo amenazado por esas actividades, además por la explotación de carbón y la aparición del sicariato por parte de los ganaderos contra los líderes indígenas.

La lucha de los yukpa

El pueblo Yupka habla un idioma de la rama norte de la familia lingüística Caribe. Ha venido luchando durante varias décadas por la reivindicación de sus tierras ancestrales.
En los 90 empezaron un proceso muy complejo para recuperar su territorio ancestral que les costó enfrentamientos con el gobierno, los militares, la policía, y detenciones y asesinatos ejecutados por sicarios de los ganaderos.

Durante el año 1997, el ex presidente Rafael Caldera acordó que el Gobierno nacional y regional del estado Zulia debería pagar las bienhechurías de todas las haciendas y parcelas que se solicitaban para recuperar los espacios despojados a los Yukpa. (1)
El convenio fijado en un cronograma también se hizo extensivo al pueblo indígena Barí. De esta manera se comenzaron a pagar las haciendas El Trébol y Los Chorros.

¿División provocada?


Ubicación de pueblos indígenas de Venezuela. Dar clic en la imagen para agrandar
Pero al llegar Hugo Chávez a la presidencia de la República, el Ejecutivo determinó a través de la Comisión Nacional de Demarcación de Hábitat y Tierras Indígenas que demarcar tierras no implicaba pagar las bienhechurías de las haciendas.

Entonces, el proceso de demarcación de tierras -por presiones ejercidas por los ganaderos y parceleros- fue detenido en dos oportunidades y se prolongó por siete años, desde el 2004 hasta el 15 de diciembre de 2011.
El 12 de octubre de 2009, el ex presidente Hugo Chávez entregó títulos de propiedad sobre 41.600 hectáreas a tres comunidades de unos 500 indígenas yukpa en la sierra de Perijá.

Entre ellas Tinacoa, Aroy y Shirapta, recibieron lotes de tierras ubicadas entre el Parque Nacional Sierra de Perijá -parte de la frontera de Colombia en el extremo occidental- y tierras llanas ocupadas por ganaderos cerca de la ciudad de Machiques.
Además, se entregaron seis camiones y 27 créditos para que los yukpas beneficiados se dediquen a cultivos, principalmente de café.

La demarcación provocó que el movimiento de reivindicación indígena se divida, debido a que dejó sin resolver la demarcación del territorio reclamada por el conjunto de la etnia, que suma unas diez mil personas.
El antropólogo Lusbi Portillo, dijo a IPS que “con la entrega parcial de títulos a tres comunidades el gobierno simplemente corre la arruga y no resuelve los problemas cardinales”.

“Este gobierno se ha empeñado en no reconocer o pagar bienhechurías y así los ganaderos no aceptan retirarse, por lo que el conflicto continuará por el restante 85 por ciento de la tierra reivindicada por más de 90 por ciento de los yukpas”, concluyó Portillo.


La lucha por demarcación integral continúa

“El ex presidente Hugo Chávez se pronunció por la emisora del Estado Venezolano mediante su programa dominical “Aló Presidente” a favor de los indígenas Yukpa y prometió retomar nuevamente el proceso de demarcación del hábitat y tierras Yukpa y pagar a las haciendas.
Sin embargo, tres años después, con la entrega de títulos efectuada el 15 de diciembre de 2011, aún no se había adquirido la primera hacienda para el pueblo Yukpa”
En la zona de Tokuko, al sudoeste de Machiques, hay comunidades que agrupan cerca de la mitad de la población indígena. Estas acordaron seguir luchando para una delimitación integral del territorio Yupka.
La dirigente Reina Uvirishe declaró a Inter Press Service (IPS) que la demarcación debe ser desde Toromo hasta Kishashamo, comunidades del norte y del sur del territorio que reivindican y sobre el cual han proliferado medio centenar de fincas o haciendas de criollos.(2)
El reclamo de los yukpa suman 285.000 hectáreas, entre las estribaciones de Perijá y tierras planas.
Por otro lado, una parte del pueblo Yukpa decidió desde el 2008 hacer su propia demarcación y recuperar de hecho sus tierras ancestrales por medio de la ocupación de seis haciendas; entre estas se encontraba la comunidad Chaktapa, del lider recientemente asesinado Sabino Romero.
Dos días después de la entrega de tierras, los caciques indígenas que aceptaron las tierras otorgadas por el gobierno de Hugo Chávez atacaron a Sabino y su familia, dejando herido al líder, a dos de sus hijos y a una nieta. Un yerno de Sabino fue asesinado.
Entonces, decenas de organizaciones sociales denunciaron que el gobierno había fragmentado a las comunidades mediante el manejo clientelar de los programas de vivienda, la compra de camiones y el otorgamiento de créditos para los Consejos Comunales que son parte del Plan Yukpa. (3)
Además, señalaron que no se cumplió con la consulta libre, previa e informada de los informes técnicos de demarcación, procedimiento fundamental exigido por la normativa vigente en el país.

Intereses comprometidos

La sociedad Homo et Natura aseveró que el gobierno no puede cumplir con los derechos territoriales de los pueblos indígenas en el Delta, la Amazonía o en la Sierra de Perijá, porque estos espacios vitales ya están entregados a los capitales energéticos y mineros trasnacionales.
Incluso, desde el 13 de noviembre de 2003 el presidente Hugo Chávez anunció en El Menito, Lagunillas, la triplicación de la explotación del carbón a 36 millones de toneladas métricas anuales en territorios habitados por diferentes pueblos aborígenes, según lo reportó el periódico El Libertario.
Uno de los dirigentes que lideró la movilización para rechazar la expansión de la megaminería en la región fue Sabino Romero quién además orientó sus esfuerzos a demandar la demarcación y titularidad integral y no fragmentada de los territorios indígenas.(4)
El precio de la lucha del pueblo Yukpa
La vulneración de derechos del pueblo Yukpa y la violencia ejercida contra sus representantes no ha pasado desapercibida a James Anaya, Relator de Pueblos Indígenas de las Naciones Unidas, y la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) de la Organización de Estados Americanos (OEA). (5)
El 22 de agosto de 2008, luego de una jornada de movilización de los yukpas, 50 efectivos del Ejército Bolivariano, realizaron 300 disparos para amedrentar a cien familias e interrumpir el acceso a unos 30 activistas sociales que llevaban consigo medicinas y alimentos.
El ex presidente Hugo Chávez se pronunció por la emisora del Estado Venezolano mediante su programa dominical “Aló Presidente” a favor de los indígenas Yukpa y prometió retomar nuevamente el proceso de demarcación del hábitat y tierras Yukpa y pagar a las haciendas.
Sin embargo, tres años después, con la entrega de títulos efectuada el 15 de diciembre de 2011, aún no se había adquirido la primera hacienda para el pueblo Yukpa.
Del 13 al 20 de agosto de 2011 las familias yukpas decidieron ocupar la hacienda El Rincón, hecho que generó muchos actos de violencia por parte de los ganaderos. Fueron heridos indígenas de la comunidad Toromo como Abraham Romero (60 años), Rodrina Romero (60 años), Luz Marina Romero, Redrina Romero y Juan Carlos Montiel Montiel (28 años).
El gobierno evitó ordenar a la fuerza pública -Ejército, policía o Guardia Nacional Bolivariana- custodiar y resguardar la integridad física de las familias ocupantes de la hacienda y  tampoco ordenó investigar quiénes hirieron a los indígenas yukpa.
El 19 de diciembre de 2011, en el parcelamientos Las Flores, sector La Estrella, el indígena Yukpa Darío Segundo García Fernández (32 años) fue asesinado. Los hermanos Alberto Fernández Fernández (20) y Gerardo Fernández Fernández (19) fueron heridos al igual que el hijo de Anita Fernández, cacique de la comunidad vecina de Kuse.
Ninguna de estas agresiones a la vida fueron investigadas, como tampoco ha sido investigados quienes asesinaron con armas de fusil  a Wilfrido Romero y Lorenzo Romero, jóvenes yukpa, en el mismo sector ganadero.

Un destino comprometido con su pueblo

Sabino Romero estuvo encarcelado durante 17 meses debido a un juicio arbitrario, organizado con pruebas fabricadas en base a suposiciones. El resultado final fue la declaración de Inculpable efectuada el 10 de mayo de 2011 por el Juez Antonio Moreno Matheus del Estado Trujillo de la República Bolivariana de Venezuela.
El 3 de marzo de 2013 el líder yukpa fue asesinado en una emboscada en la sierra de Perijá cuando bajaba desde Chaktapa a votar para elegir al cacique Mayor. Según testimonios, sicarios a bordo de una motocicleta le dispararon a muerte, hiriendo además a Lucía, su compañera de vida.
El asesinato -del cual se desconoce los responsables como en crímenes y agresiones anteriores a representantes del pueblo Yukpa- ha segado la voz de Sabino Romero pero no la deuda que tiene la Revolución Bolivariana con las demandas territoriales históricas de este pueblo ancestral.
Notas:
(1) Venezuela: denuncias del pueblo indígena Yukpa: http://www.territoriosenresistencia.org/noticias/venezuela-denuncias-del-pueblo-indigena-yukpa
(2) IPS: Tierra para los yukpas, pero no territorio: http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=93599
(3) Otramérica de sur a norte: El gran líder yukpa al que asesinaron en Venezuela: http://otramerica.com/personajes/sabino-romero-gran-lider-yukpa-asesinaron-venezuela/2863
(4) Laguarura.net: Observaciones críticas sobre la lucha del pueblo yukpa: http://laguarura.net/2012/10/21/observaciones-criticas-sobre-la-lucha-del-pueblo-yukpa/
(5) Ruptura: Zenaida Romero en las Naciones Unidas: nuestra lucha por la vida y nuestro territorio: http://ruptura.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1737:zenaida-romero-en-las-naciones-unidas-nuestra-lucha-por-la-vida-y-nuestro-territorio-&catid=41:derechos-humanos&Itemid=65